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Por Lokeni Ifatolà
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Arquétipos:
Os filhos de ogun possuem temperamento um tanto violento, são
impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito
exigentes na comida, no vestir, nem tampouco da moradia, com raras exceções são
amigos, porém estão sempre envolvidos com demandas, são mestres do atirar verde
pra colher maduro, as vezes muitos desconfiados. Despertam sempre interesse nas
mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, mas não tendem a ser fiéis.
Possuem uma energia física muito grande, raramente adoecem, seu lema principal é
vencer na vida, não importando qual tipo de trabalho ou esforço para conseguir
seus ideais.
Lendas:
Após retornar de suas batalhas vitoriosas e depois de numerosos anos ausentes.
Ogun decidiu voltar a irê (primeira cidade construída e sob governo de seu
filho) quando chegou teve a impressão que ninguém o reconhecia, tentou conversar
com seus súditos e foi ignorado. Ogun cuja paciência é pequena, enfureceu-se com
o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de
sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças
das pessoas mais próximas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas
comidas prediletas. Quando seu filho lembrou-o que este dia era sagrado e as
pessoas não podiam falar por ordem do próprio ogun. Ogun então lamentou seus
atos de violência e declarou que já vivera bastante. Baixou a ponta de seu sabre
em direção ao chão e desapareceu pela terra adentro com uma barulheira
assustadora. Porém antes de desaparecer pronunciou algumas palavras. Palavras
ditas por nós, filhos de ogun para aclamarmos sua defesa. Caso estejamos em
perigo.
Outra lenda nos fala sobre de um dos combates contra sua ex-esposa oyá no qual
entre dois golpes deferidos por ambos ao mesmo tempo , ogun se transformou em
sete (mejê) e oyá em nove (mesan).
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