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Por Lokeni Ifatolà
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Introdução
Iyewà é o orixá da alegria, do belo, dos cantos, da vida e das belezas que a
vida nos da. Iyewá é quem rege todas as mutações, seja elas orgânicas ou
inorgânicas; é o orixá responsável pela mudança das águas, de seu estado sólido
para gasoso ou vice-versa. Ela é quem gera as nuvens e chuvas: quando olhamos
para o céu e vemos as nuvens formando figuras pois ali esta ewá, dando
diferentes forma. Iyewá é responsável pelo ciclo interminável de transformação
da água em seu diversos estados. Ela esta ligada às mutações dos vegetais e
animais; ela esta ligada às mudanças e transformações, seja brusca ou lentas;
ewá é o desabrochar de um botão de rosa, ela é uma lagarta que se transforma em
borboleta, ela é a água que vira gelo e o gelo que vira água, ela quem faz e
desfaz. Iyewá é a própria beleza contida naquilo que tem vida é o som que
encanta, é a alegria, é a transformação do mal para o bem: enfim ewá é a vida.
Arquétipo
Os regidos pôr ewá são pessoas extremamente alegres, adoram cantar, dançar e
aproveitar no máximo tudo que a vida pode lhes oferecer de bom. São pessoas
generosas e bondosas, adoram novidades, são criativas. Porem um pouco volúveis e
facilmente mudam de opinião e pensamentos, principalmente com um assunto novo em
sua vida. São pessoas que estão sempre modificando as coisa e situações, pois
detestam rotina. Além disso são geralmente pessoas dotadas de muita beleza,
externa e interna.
Lenda
Ewá era caçadora de grande beleza, que cegava com veneno quem se atrevesse a
olhar para ela. Ewá casou com omulu, que logo demonstrou ser marido ciumento. Um
dia, envenenado pôr seu ciúme doentio, omolu desconfiou da fidelidade da mulher
e a prendeu em um formigueiro. As formigas picaram ewá quase até a morte; e ela
ficou deformada e feia. Para esconder sua deformação, sua feiúra, omolu então a
cobriu com palha-da-costa vermelha. Assim todos se lembrariam ainda como ewá
tinha sido uma caçadora de grande beleza.
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